ampère
malditos pesadelos que adormecem minha alegria. são conversas carregadas de memórias doloridas, não preciso delas, não preciso do tanto que insiste em me perseguir. complicado é - por sinal, fato indubitável - ser feliz todos os dias. me dê uns poucos dias, um final de semana, que recarrego minhas baterias! e são de boa carga, daquelas de amperagem incontável ou inexplicável, nem ligo então. sou mistério alimentado pela minha própria curiosidade. sou só eu e ao mesmo tempo, sou tudo que sou.
quarta-feira, 4 de março de 2009
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terça-feira, 3 de março de 2009
meu nariz redondo e vermelho
Me perguntei se era capaz de levar o sorriso a quem não acredita que ele saiba nascer.
Me perguntei se poderia ensinar que a alegria não está na matéria que não se possui ou indubitávelmente não irá-se ter.
Entendi no fim do dia que eu não sou professor, na mais humilde das intenções, um palhaço bobo e sem amor.
Mas que esse palhaço com doce coração possa levar para suas crianças e velhinhos, um pouco de ilusão momentânea para que esqueçam da dor.
Sou falso por um dia, quem diria?
Se eu convidasse você, você viria?
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domingo, 1 de março de 2009
o som do trovão
Não faz sentido conhecer a tempestade se esta não possuir trovão. Deixa-me molhar teu rosto de alegria e ternura enquando meus olhos enamorados completam e afagam os teus olhos avermelhados. Sinta-se à vontade pra desejar que o tempo pare com o intuito de que este, realmente não volte tão cedo a lembrar que precisa trabalhar. Quem foi que ditou que esse tal tempo, dono do passado alheio ao nosso presente, deve ser capaz de medir o andamento das coisas? Deixo esse fardo trabalhoso para a tal intensidade que sabe ignorar tão bem os medos que não devem ou deveriam morar em ti.
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desritmado
Com que frequencia o caminho cruza-se ao de certo alguém que usa as mesmas palavras e frases que sempre dirigiu almejando um dia ouvir? Ou então, que fosse capaz de ler da forma mais exata possível. Simples. Só pra ela.
Com que frequencia sorrimos para dentro pra esconder do mundo a felicidade que sente temendo que alguém possa roubar algo que deveria ser apenas seu?
Com que frequencia encontra-se um motivo sem se importar com o tempo? Afinal, tal fator relativo não inibe o resultado de intensidade explícita através dos olhos brilhantes que não consegue-se enxergar.
Com que frequencia tem-se tanta certeza das palavras que se atiram pela boca, que até seria um ultraje duvidar?
Com que frequencia levanta-se após um longo tropeço e em segundos parece esquecê-lo por completo? Assim, como se houvesse transformado-se em uma nuvem de um céu tão distante.
Com que frequencia você encontra a pessoa certa?
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domingo, 8 de fevereiro de 2009
Flor de Ael
ainda sinto teu cheiro ao inalar aromas que não nos pertenceriam mais. pertencer ou não atravessa as barreiras da possessão, irrompe o infinito e mergulha na imensidão do sentimento. ah, meu sentimento. como pude achar que haveria pausa ou doravante, um fim? indubitavelmente saboreei a dor, a amargura esdrúxula que um derrotado pelas erradas decisões deveria aceitar.
ainda te enxergo através das palpebras fechadas, mas por que ir longe se ainda consigo te ver sempre que fecho os olhos em algum tipo diferente de sonho? és constante presença aqui, pequena. de inúmeros nomes, de inúmeras sensações e atos diferentes. como num teatro, com seus acontecimentos únicos, divididos tolamente como se pudéssemos ser divididos daqui pra frente. não podemos.
ainda penso em ti com a mesma intensidade de quando o amor era companheiro das nuvens. de quando sentia-me protegido pelas harpas angelicais que nunca vi. sabes que vou embora, pra quem sabe não voltar, mas meu desejo, entretanto e entre tantos, está implícito a tudo que desejo pra ti. o melhor. e me atiro as rochas se um dia um homem sequer sinta o mesmo, pense o mesmo, tanto quanto ou quase perto ao que eu experimentei aqui. ou então alguém que aceite longas horas escrevendo algo que talvez nunca venhas a ler.
ainda choro no silêncio. quando estou só. quando estou acompanhado das lembranças e do fantasma persistente e intermitente da tua voz. que voz! ainda lembro dela misturada ao sorriso. ainda lembro de tudo, mas decidi parar de incomodar. parar de atrapalhar vidas com as quais não compartilho mais. não cruzo mais. não divido mais meus sorrisos e amarguras. meu tempo aqui já passou e se foi batendo as asas em perfeita sintonia.
e ainda hoje, depois de dias e dias onde o tempo parece se arrastar contra mim, me pergunto com a liberdade da criança que só quer entender o motivo de algo novo: por que, amor, hei de continuar aqui?
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domingo, 9 de novembro de 2008
e se eu tiver nascido só pra assistir à alegria das pessoas?
e se eu existir apenas para lembrar as pessoas que elas um dia foram felizes?
e se a razão delas sorrirem pra mim, seja porque eu sou capaz de eternizar essa felicidade para todo o sempre?
se é fato, será que é destino a falta de permissão de viver o mesmo? de ter o mesmo? de ver e sentir alguém pra sempre depois do "sim"?
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quarta-feira, 5 de novembro de 2008
gosto mais das cores que eu não posso matar. de ver o sofrimento do adeus de todas as outras cores que ninguém mais vai conseguir enxergar, que alguém talvez jamais saiba como foi. um tiro do inglês, "shot".
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sexta-feira, 8 de agosto de 2008
ninguém deveria saber o que esperar de mim. nunca, afinal, não pretendia ser comum. deve ser difícil refletir sobre algo que é impossível compreender. deve ser raro poder e não querer, da mesma forma que eu nunca experimentei o gosto de uma maldita berinjela. também é estranho pensar na palavra vício, e afirmo porque hoje perguntei-me se essa palavra apenas poderia ser associada a alguma coisa ruim. agora já entendo que não. entendo muita coisa que muitas pessoas talvez, não consigam enxergar. não querem. não podem. fato consumado que pinturas artísticas de um sonho de inverno não mentem, não apagam, não questionam. e eu perco a paciência, perco o interesse na demora. ela não me ajuda, me agonia, me propaga em direção oposta da qual eu desejei tanto estar.
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sábado, 2 de agosto de 2008
Vejam só, caímos aqui de astros diferentes um para o outro e mesmo assim somos incapazes de discernir a diferença entre o comum e o especial. Eu ou tu? Pra que culpar então se tamanha hiprocrisia seria mais parte da cegueira do que a resposta que tu procura dentro dos meus olhos?
Não te culpo por não me olhar como olhou ao primeiro sorriso. Não te culpo por iludir meus olhos secos tencionando umedecê-los.
Fico aqui, onde sempre estive, esperando a hora de partir. Partir pra quem sabe não voltar. Partir pra quem sabe voltar apenas diferente. Diferente de tudo que você já viu. É como olhar o reflexo na água e não se ver lá. É comum. Hesito sim. Porque ainda prefiro a abstinência incerta das certezas que um dia me deu.
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sábado, 26 de julho de 2008
So hold me close and hold me tight.
Let's say goodnight and never say goodbye.
Again? :/
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sexta-feira, 25 de julho de 2008
Aceito o que é meu, de fato. Talvez como a forma antagônica das sensações, sabem? Coragem-medo, alegria-tristeza, paz-caos. Todos estão interligados, assim como todos estamos também, de uma forma ou outra, no mesmo lugar. E se parar pra pensar, não é justo que o tempo seja o maior temor pois, o que é o tempo senão o singelo tic-tac das horas? Opto por fechar os olhos e sorrir, sorrir como se o amanhã não me importasse. É só amanhã e ele faz parte do tempo. E já estou cansado da covardia que ele tem ao acelerar quando as coisas são divertidas e agradáveis e se demorar quando estou tão entediado, e como demora. Safado. Prefiro lembrar que eu pude ouvir o palpitar do coração, que de tão perto fez pulsar o meu. É. Coincidência ou não, em um barco ou não, confio sim.
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segunda-feira, 21 de julho de 2008
.remember sunday.
Meu reflexo - o interno - pulsa, vai ver em agradecimento. É. Agradecimento por poder descansar um pouco. Causarei inveja, até de mim mesmo. Posso descansar, é como se não precisasse mais procurar. Se comparar é tão inevitável, comparo ao cheiro de alegria de toda a manhã. Comparo às noites que facilmente substituiram a escuridão, não sei se de mim ou se ao menos, dos meus sonhos. Meu reflexo, nada mais é do que o desejo do teu sorriso. Se é um espelho então, é conclusivo que basta sorrir para me fazer sorrir também.
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quarta-feira, 11 de junho de 2008
.amo-te porque não sei porquês.
Amo-te porque não sei porquês,
num quanto que só sei que não sei quanto.
Amo-te no duplo do que vês
e enquanto assim não vês, amo no enquanto.
Amo-te na calma e no espanto
de que não mais assim ame talvez.
Amo-te de sempre e em todo canto
que exista, que existiu ou não se fez.
Amo-te sem quandos, quais e quês,
sem se, todavia e sem porquanto.
Amo-te sessenta dias/mês.
E em cada santo dia e dia santo,
amo-te em todos de uma só vez
e em um de cada vez amo outro tanto.
Antoniel Campos (oh mestre! mestre!)
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quarta-feira, 14 de maio de 2008
.conectado.
ah, eu quero boas tardes desocupadas pra deitar com você sob as nuvens brancas de um céu azulado.
não peço muito, apenas longas horas, talvez intermináveis, onde você encoste a cabeça no meu peito e sorria sem parar.
quero sentir como se eu fosse a alegria que inibe a tua tristeza, quem sabe a solução dos teus problemas ou o calor que derrete a frieza.
quero fazer tudo valer a pena até que não valha mais por motivos mil.
quero que "um mais um" seja eternamente dois e que tudo conspire a favor.
eis meu desejo de pausa temporal, consegue me entender?
consegue perceber que estas frases humildes foram feitas pra você?
Postado por Raphael Felicio às 13:23 0 comentários
quarta-feira, 7 de maio de 2008
.resumo.
seria então a frieza do pensamento que inibiria o calor das ações?
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