quarta-feira, 7 de setembro de 2011
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
É nesse momento! Nesse sutil momento que separa a realidade da fantasia. É aí que percebe-se a ausência de cores da falta. Falta de ter-se uma identidade, falta de ter um tempo seu e só. Onde quem sabe, noutro instante, fosse possível estar por fim, só. Inteiramente só. Como que num quarto mental escuro, inebriada. Tudo gira, mas pouco movimenta-se. É a ausência da própria face a dilacerar a liberdade. Ah liberdade, tens minha mente mas abstem-se do meu corpo. É todo teu mas não o tomas. Irônica. Socrástica que és, me abandona as zombarias que te alimentam. Logo quando os fantasmas inóspitos assolam meus dias e preciso tanto de você. Mesmo sabendo que daquilo que te nomeiam, não concebes a metade. Deixa-me iludir, na esperança de estar livre, de me emancipar do mundo.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
era um nó na garganta que o sufocava. daqueles que não se nomeia, quase pela impossibilidade de dar tais nomes aos bois. era um reflexo daquelas situações que se perdem em um abraço, um afago solto e esquecido no espaço, d'um quase desembaraço frenético mas escasso da vida. todos sentem falta mas nem ao menos sabem o que perderam. o que perdemos? pergunto sobre aqueles fragmentos que se soltam do sentimento que plantamos e regamos à margem do jardim da utopia. sinto uma vaziez nos olhos, quase que um segredo inenarrável que se esconde nos bois que não consigo nomear. deixo assim, deixo estar.
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
submundo de todos os dias
caminhara pela rua enquanto a chuva fina encontrava meu corpo e rosto. no entanto, não fazia frio. me deparei com aquela figura desfigurada, cansada e suja. um outro qualquer que costumamos chamar de... ser humano. sorridente, me fitou e sem pensar, disparou: "já vais? então, vá com Deus!". não parei. mas pensei. em que lugar daquela mente ignorada pelo mundo, um dia estive para então poder partir?
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
1 ano e 6 meses
549 dias ou 78 semanas e 3 dias. quem sabe se falarmos das horas que já passamos juntos? tentando contar e condensar em um simples número tudo que significou. ah, se eu soubesse desde sempre, pouparia-me do tempo perdido. já que fora tão maior do que o contado ali atrás. és minha melhor escolha, todos os dias. e é quando falam-me "és louco" que percebo. sim, sou. então vá, me deixa amar, louco que sou, a melhor escolha que já fizera até o infinito de dias. cê feliz!
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
obrigado por tudo. pela sensação de estar vivo sem me preocupar. na essência de existir, me deixar ali, suando frio pelas mãos. mãos que se uniram em gestos de força maior, amor talvez. o mesmo amor vermelho que não é segredo para ninguém. e além disto, em um talvez ainda maior, seja tudo mero presente de Deus, ou isso que chamamos descuidadamente de Deus. linda forma esta de nos auto apunhalarmos pela graça que exala de cada peito sem maldade, na mais pura inocência da eternidade. e também jamais perdemos a eternidade. ela é o aqui e o agora, para sempre. e mesmo que as pessoas falem, com suas singelas bocas secas e cerradas, jamais compreenderão o que senti por dividir este momento com todos vocês! ali, sob as luzes coloridas e de aberrações cromáticas inumeráveis, brilhamos feito plânctons cheios de tesão e iluminados por Véspia, Dalva e outras tantas mais que diziam tão mais do que eu podia entender. obrigado por esse momento, meus amigos.
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
ele já fora uma companhia melhor. já deu mais sorrisos, já brincou mais. já gostou de dormir pouco, acordar cedo, ter os olhos ardendos. ele um dia já gastou horas e notas por objetivos hoje tão mais fáceis e simples. ele já fora sim, uma melhor companhia. hoje os olhos ardem e umidecem (não os dele, claro!) por causa do que diz, do que pensa, do que faz. acredito que tenha desenvolvido o dom da discórdia e nem percebeu. hoje ele se pergunta se seria ele. será? se questiona se tudo aquilo que um dia fora bom, hoje ainda vale a pena. ainda vale? de que adianta ter alguém para entristecer?
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terça-feira, 23 de novembro de 2010
Ela era assim. Ainda deve ser, talvez. Só não a vejo mais. Também já cansei daquela velha história da ausência de letras grandes, mas mesmo assim, não consigo esquecer. Ah Vic, onde estás? Em que extremo do fio da vida você se encontra? Eu que te esperei por tantos anos da minha vida, até que esse encontro irrefutável que te tornou inerente a mim acontecesse. A mim e à minha mãe, com absoluta certeza. Desde quando me acordou, lembra? Desde quando te tirei de uma caixa de sapatos. Chorosa. Sentindo-se só. Mal sabia que a sorte havia invadido a sua vida. Mal sabia você que aquele momento significava tanto para mim. É, Vic. Hoje nos separamos, depois de tantos anos. Era o meu elo de ligação mental direta com aquela que tanto amei também. Talvez hoje estejam juntas, enquanto ela pode te acariciar e te afagar e você à ela proteger, já que, em ambos os casos e atos, já não o posso mais fazer. Se, no entanto, ainda aqui estiver, me procure todos os dias até encontrar. Eu te espero, no corpo que for.
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sábado, 24 de abril de 2010
rainbows
De fora, os sons de vidas distantes, de máquinas berrantes e da ausência de cores vibrantes invadem a janela nua do meu quarto onde deitados, aproveitamos o sóbrio prazer noturno da carne. O rádio, em contrapartida, responde à janela veemente e informa aos invasores que aqui é ninho do amor e não do caos. Os pés se tocam, cobertos... ou não. Me saboreio com a textura e então, busco apenas me deliciar com o momento. Ela não. Ela odeia. Evita meus dedos quentes e carinhosos. Só porque são pés. Acontece, caro leitor, que tanto ela quanto você precisam entender que eu estou totalmente imerso em amor. Da unha ao cabelo, da língua ao... extremo pedaço do dedo. E a paz que vem do sonho é fruto do cansaço que no entanto, não me pertence. Os corpos entrelaçados aguardam o instante de separar, de romper uma união quase simétrica, para então voltar a esperar um novo reencontro e repetir sem fim, um mundo só nosso e simples assim.
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
folheamos revistas em busca de informações que coexistem em uma página naufragada na inexistência. enquanto isso, pelos seus olhos escuros, pérfidos e enfadonhos, escorriam os escombros líquidos que outrora, foram construções firmes de um coração aquentado e embriagado... de amor. cortes retos e intrínsecos que demarcam um momento de continuação linear rumo a um fim evidente. por que ser diferente? como sê-lo? o amor assiste alguém morrer. sem dó. quem o assistirá morrer se o amor não for capaz de ensinar a amar?
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quinta-feira, 22 de abril de 2010
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terça-feira, 9 de março de 2010
amar é um dom. falo isso com a certeza da pureza que me permitira ter. outrora pensara que era um confronte sentimental entre o coração e a razão que fazia qualquer ser humano nomear o inominável de amor. eis que sinto então. e percebo, como um pequeno de poucos anos percebe o mundo sob uma perspectiva virgem, que pouco sei. não sei em diversos momentos expor isso. não sei responder a todos os trejeitos que me são direcionados na forma exata a qual podem esperar de mim. não sei ser mais que a doação de todos dias por este amor irracional, que parece causar uma implosão dentro das minhas costelas. no fim de tudo, ao fim de tudo, percebo com a sabedoria de alguém no fim dos seus dias, que só sei amar. sei amar na ausência de uma explicação aureliana ou racional. sei amar e amando sei.
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quinta-feira, 16 de julho de 2009
pós
ficam aqui os registros mentais de vivências insubstituíveis. lembro a cada piscar de olhos da textura, da distância entre os ombros magros, delicados e desenhados e também de tudo que havia entre eles, do sorriso escondido, das bochechas levemente enfunadas e que em incontáveis momentos, apresentavam-se em coloração sutilmente rosada, o que seduzia cada centímetro do meu ser. isso sem citar ainda os olhos de contornos sempre coloridos de negro e a sua esfera obscura, intensa, profunda que me fitava como se eu fosse o maior dos mistérios, mesmo quando não questionava ou afirmava qualquer uma das diversas afirmações, inclusive as implicantes que volitavam ao nosso redor num infinito demasiado humano de sentimentos especiais. mas de todas essas, a que eu mais almejo lembrar durante todos os dias que eu precisar estar longe é o cheiro da respiração. ah, o cheiro! a essência única que eu encontrei aqui. sou capaz de perder-me no tempo, ou doravante, no espaço alheio a acontecimentos se tiver por perto tal essência. se eu quisesse dar continuidade a esse texto, poderia falar ainda milhares de linhas doces e expressivas que poderiam fazer sentido apenas para mim, mas obviamente, nem tudo é um grande sorriso, pois dizer "adeus" ou "até breve" mesmo que esse breve dure tempo suficiente pra me fazer sufocar (já faz!), é tarefa árdua, é para corajosos e muito determinados. e me atirar então à maré de lágrimas sem me importar com o que me cercava, deixar desabar a geleira que eu lutara para manter de pé durante tanto tempo significa que eu posso ter encontrado quem tanta gente procura por toda a vida. sou sortudo ou merecedor? tanto faz, não faz? e como eu queria que a justiça do amor deixasse-me não precisar distanciar mais que alguns meros quilometros vencidos pelos pés, daquele cheiro singular. tornou-se certeza pra mim, enquanto eu finalmente e automaticamente esqueci-me das dúvidas. essas, aquém aos dias de hoje, ficam para trás, nas profundezas da escuridão de minh'alma. tenho um vulcão em plenitude, em superabundância inesperada. faz-me sorrir, uai!
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
quem vê semelhanças com a alegria é porque sabe que o nome disso é sorriso. é de se admirar quem já sorriu assim, uma vez só. já basta. venho sorrindo todos meus últimos bons dias. percalços, no encalço de nada mais poder querer. é orgulho de orgulhar-me de tamanhas contundências decorridas e transeuntes de um passado que desaparece, cessa, abafa-se. "eis que te torna um rei" - diria Salomão, "eis teu rei se ajoelhando diante de ti, Alegria!" - digo eu. alheio a tantas ferocidades e à arrogância de mal-amados, me encontro completo, me satisfaço na felicidade de outrem. é tão raro, assim, perder-me num labirinto de pensamentos sem que eu me veja preocupado com o resultado. percebo que ao fim de tudo, qualquer caminho me leva a um único lugar.
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quinta-feira, 2 de julho de 2009
pré
há tanto tempo ele vinha procurando meios de satisfazer-se, encontrar-se ou até mesmo colidir-se entre inúmeras estrelas sem cauda. como em uma viagem sem tempo e nem destino, daquelas que só importa o resultado final que nunca sequer podemos imaginar qual é. é esquecer, é lembrar. é sentir um frio incompreensível na espinha dorsal que se espalha de forma epidêmica, monstruosa, quase viral por todo o corpo, fazendo com que ajamos de forma totalmente atrapalhada, as mãos ficam úmidas e em uma temperatura quase abaixo de zero. as pernas balançam como as de um equilibrista na corda bamba. e quer saber, caro leitor sentimental, ele ama tanto essa sensação. se atira, pula direto à proa. de cabeça e sem capacete. e torce que ela esteja pensando nele nesse exato momento, porque acima de sua cabeça, ele só é capaz de ouvir as estrelas cantando o nome de sua pequena de tão longe em uníssono e promete à elas que jamais será o mesmo. naturalmente. essencialmente. inocuamente. bem-lhe-quer, bem-lhe-quer...
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